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Irmão Jose
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Os Espíritos: nuvens de testemunhas

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Os Espíritos: nuvens de testemunhas

Os Espíritos podem conhecer os nossos pensamentos mais secretos?

– Conhecem, muitas vezes, aquilo que desejáveis ocultar a vós mesmos; nem atos nem pensamentos podem ser dissimulados para eles. (“O Livro dos Espíritos”, questão número 457)

(*) Irmão José, pela mediunidade de Carlos Baccelli

Evidentemente que a resposta acima, quanto ao conhecimento que os espíritos possam ter do pensamento dos homens, refere-se àqueles cuja condição evolutiva lhes permite sondar o íntimo das criaturas, de vez que, de maneira geral, os desencarnados não percebem dos homens mais do que os próprios homens conseguem fazê-lo.

Espíritos existem que seque ainda lograram a ausculta de si mesmos na vida além da morte! Os espíritos, porém, atentos à vida dos homens na Terra, com o propósito de influenciá-los para o bem ou para o mal, sondam-lhes o íntimo e podem ter acesso ao móvel de suas ações, anulando-as ou incrementando-as conforme seus desejos.

O pensamento é voz que se articula – embora os ouvidos humanos se revelem moucos para ele, eis que ecoa de modo completamente audível para os que, fora do corpo, se põem a registrá-lo.

Quem vive em sintonia com alguém saberá, inclusive, antecipar as emoções, como se entre ambos, o estado de transe se fizesse espontâneo e natural.

Os espíritos considerados obsessores ferrenhos são entidades que se especializaram nas artimanhas de dominar, através do pensamento, as suas vítimas, sem que necessariamente tenham que estar próximos, à feição de dois espíritos, ou mais, que ocupassem o mesmo corpo.

Os casos obsessivos mais complexos de serem erradicados são justamente aqueles em que, entre vítima e algoz, se estabelecem uma interdependência psíquica.

As pessoas cujos pensamentos pairam em região superior elevam-se e não oferecem campo de atuação para os

Carlos Baccelli
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desencarnados que pululam ao seu redor, agindo inteiramente alheios à sua capacidade de influenciação.

Acontece com os espíritos fenômenos semelhante ao que acontece com os médiuns quando se dispõem à tarefa do intercambio: se estes para captarem o pensamento dos espíritos, necessitam, digamos, mediunizá-los, evocando-lhes a lembrança como ponto de fixação da mente, os espíritos carecem de um ponto de interação com os encarnados; este ponto de interação pode ser o interesse em comum, sentimentos antagônicos, inclinações que se identificam… o ódio atrai tanto quanto o amor; a diferença é que o ódio algema e o amor liberta!

Sabendo o que foram os homens e o que fizeram em existências anteriores, porque na maioria das vezes lhes compartilharam as experiências, os espíritos, em seus contatos com os encarnados, podem lhes revelar certas faltas ocultas da personalidade, facilitando-lhes o trabalho do autoconhecimento.

Educar o pensamento e vigiar a ação constituem-se, por isso mesmo, em expedientes indispensáveis para quem reclame maior independência de atitude na vida, sem que se transforme em joguete de entidades espirituais levianas e irresponsáveis.

Cercados por uma “nuvem de testemunhas”, conforme a sabia advertência do Apóstolo, que os homens não se esqueçam de que nada que pensem, falem ou façam passará desapercebido aos olhos da Lei.

Do livro “Se teus olhos forem bons”, Editora Didier, Votuporanga, SP.  

(*) Irmão José é o mentor dos trabalhos de Carlos Baccelli em Uberaba, MG. Foi, ao tempo do Cristo, o apóstolo Barnabé. Além do livro, este texto foi publicado originalmente no Jornal Espaço Espírita número 22

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